Desafio do Jornalismo Online

Setembro 25, 2008

Os jornalistas Cuca Fromer (Terra) e Rodrigo Flores (Uol) participaram do terceiro dia do ‘Encontro de Jornalismo’. Os convidados expuseram as dificuldades do jornalismo online e como os novos profissionais devem se preparar para trabalhar na área.

Para Fromer, o jornalista deve ser multimídia e, além de conhecer as ferramentas, saber quando um vídeo é melhor que um texto, ou vice-versa. O três maiores desafios, para Flores, são a interatividade, multimídia e a edição.

Segundo o jornalista, “não é porque é online que vai deixar de ser jornalismo. Não podemos negligenciar o outro lado [da história] e [na internet] a linha de produção é mais curta”. Flores ainda afirmou que as pessoas sentem necessidade de interagir, deixando para o jornalista o trabalho de estimular tal relação.


Painel: 10 Anos do Telejornal da Metodista

Setembro 23, 2008

Mariana Alonso,Fernando Villar e Duilio Fabbri
Mariana Alonso,Fernando Villar e Duílio Fabbri

O segundo dia da Semana do Jornalismo, na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), trouxe o painel ‘10 Anos do Telejornal da Metodista’, com a presença dos jornalistas Duílio Fabre Júnior, gerente da EPTV, Mariana Alonso, estudante do 8º semestre e estagiária do SBT, e Fernando Vilar, da Fajorp (Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas).

O tema da palestra foi o telejornalismo, tanto a experiência prática nas universidades quanto a iniciativa e criatividade necessárias para se destacar no mercado de trabalho. “O jornalista tem que ter criatividade, responsabilidade e vontade”, disse Fabre. Durante a palestra, os estudantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas aos palestrantes. 

Em resposta à estudante Raphaela Baccic, que perguntou como a criatividade deve ser desenvolvida, Fabre disse que ela deve ser desenvolvida na Universidade e nos laboratórios experimentais, propondo saídas diferentes para os eventuais problemas. “É muito mais fácil adequar um [profissional] criativo”, disse o jornalista.

Após uma pergunta sobre imagens e Internet, Duílio argumentou que com a TV digital, teremos a portabilidade de acessibilidade de linguagens novas. “O processo está evoluindo muito rápido. Ficou muito mais fácil tecnologicamente, precisamos pensar em integração e interatividade.”

Deise Cavignato, estudante de jornalismo, comentou que o ponto que mais gostou, na palestra, foi “a discussão sobre a inovação na TV, tanto na passagem quanto na reportagem, o que fazer de diferente na [Universidade] Metodista e fora dela”.

Alguns estudantes demonstraram certa confusão e insatisfação. “A palestra de hoje deveria explorar mais a experiência profissional do Duílio”, disse Jonathan Alcala, estudante do 2º semestre de Jornalismo.

 

 

 

Texto: Ana Paula Fernandes, Cláudia Junqueira Machado, Gisele Assis Saturnino, Gustavo “Limão” de Azevedo, Rafaela Alves Castilho, Tissiane Alves Vicentin, William Marchiori.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Painel: 1808 Ano em que a imprensa chegou no Brasil

Setembro 23, 2008
Laurentino Gomes

Laurentino Gomes

Os jornalistas Eduardo Barão (Band News FM) e Laurentino Gomes (escritor do livro-reportagem “1808″) foram os  convidados do terceiro painel do primeiro dia do Encontro de Jornalismo. O jornalista e professor Paulo Ramos (Fajorp) foi quem representou a Universidade com perguntas, tanto suas como dos alunos, e expondo as idéias principais, para que fossem discutidas, do painel.

No começo da palestra, Laurentino expôs como a vinda da família real,  o nascimento da imprensa brasileira e a “Revolução das idéias” modificou, e estruturou, a sociedade e a mídia do país”. O radialista Eduardo Barão comentou com os alunos sua trajetória, da faculdade para o mercado de trabalho, e suas experiências profissionais.

“O rádio é a cachaça do jornalismo. Depois de picado dificilmente [o jornalista] troca de veículo”, comentou Barão ao se referir às suas experiências como radialista. O convidado comentou também, que sabe que os jovens não costumam ouvir rádio, o que considerou uma pena. “[O] rádio é um veículo muito ágil (…) o único que o acompanha nos etceteras [carro, banho e etc]“, disse ele. 

Paulo Ramos, Laurentino Gomes e Eduardo Barão

Ao serem questidonados se a imprensa brasileira é atrasada, ambos concordaram que não. “Talvez não tenham a mesma tecnologia dos E.U.A, mas o fundamental é a imprensa ser livre”, declarou Barão. “A complexidade e variedade da imprensa contribuem para sua evolução”, completou Gomes.

Sobre a formação dos novos jornalistas, Barão declarou que os “novatos” não têm paciência. “Querem tudo muito rápido, não aguentam esperar e melhorar. Querem crescer muito rápido, mas não é assim”. Laurentino terminou a palestra pedindo para os alunos, jornalistas, acreditarem na profissão.Segundo ele, mesmo existindo muita disputa, sempre há espaço para os que não tem pregüiça e não se desiludem com a profissão.


Painel: A Tv e o Jornalismo

Setembro 23, 2008
Sétimo Encontro de Jornalismo acontece no Campus Rudge da Universidade Metodista de São Paulo
Sétimo Encontro de Jornalismo, que acontece no Campus Rudge Ramos da Universidade Metodista de São Paulo

O jornalista Paulo Henrique Amorim foi convidado a tratar dos assuntos referentes à mídia televisiva. Logo no começo da palestra, Amorim trata de assuntos polêmicos, como a relação Lula x Tv Globo e, segundo ele, a manipulação que a tv Globo exerce, tanto política, econômica e socialmente.
O jornalista afirma que, a emissora proibia seus funcionários de “subir” o áudio do, na época, candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva. Era a época da disputa Collor X Lula. Amorim afirma que tais medidas eram políticas, afins de eleger Collor como presidente, o que realmente aconteceu.
A crítica do jornalista recai ao presidente. Segundo ele, mesmo com os “boicotes” da rede de tv, Lula aparece, assim que eleito, sendo entrevistado an emissora e sendo âncora de um de seus principais jornais. Para ele a ação foi ruim para o presidente, por dar sua imagem a apenas uma mídia, e para a rede televisiva, que mostra parcialidade ao deixar o político ancorar o jornal.
Na reeleição do presidente, em 2006, a Globo, segundo Amorim, o levou ao 2º turno enfatizando sua ausência no debate e o assimilando à corrupção vigente, os “aloprados“.

Amorim afirma que Lula teme as grandes mídias (Globo, FolhaSP e Estadão), segundo ele, a criação da “Tv Brasil”, que, segundo o jornalista, é uma tv que você só ouve falar, é a maneira que o presidente encontrou de enfrentar as mídias sem realmente fazê-lo. Ele ainda defende a criação de uma “política de comunicação”, por onde investimentos em propaganda seriam decididos pelo ministério da cultura, e não por empresas privado.

Questionado sobre o caso do processo da Universal, Edir Macedo é o dono da rede Record, contra a Folha de São Paulo, Amorim diz não ser qualificado para responder.

Foto: Gisele Saturnino Assis

Sétimo encontro de jornalismo Metodista

Setembro 22, 2008

A Universidade Metodista de São Paulo realiza, nos dias 22, 23 e 24, o 7º Encontro de Jornalismo. O evento é aberto para os alunos do curso e tem o tema de “Duzentos anos de Imprensa”.

A programação do evento se encontra no site da Instituição (Clique aqui).

Atualização

No primeiro dia do encontro, as palestras foram dividas em 3 Painéis: Jornalismo Metodista [Ana Carolina Castro (Globo Rural), Camila Moglieri Marconato (Globo Rural) e Leandro Mota (CBN)], A Tv e o Jornalismo [Paulo Henrique Amorim (Rede Record)] e 1808 Ano em que a imprensa chegou no Brasil.